17/08/2005

Professores deixam sala de aula e ensinam em hospitais

Um grupo de 16 professores da rede municipal de Curitiba (PR) deixou a sala de aula para ensinar estudantes que estão hospitalizados. O trabalho é feito nos Hospital de Clínicas, Associação Paranaense dos Hemofílicos, Fundação Criança Renal, Hospital Infantil Pequeno Príncipe, Hospital Evangélico de Curitiba e Hospital Erasto Gaetner.

Os professores da rede municipal de ensino podem ser liberados das atividades na escola para ensinar crianças internadas ou em tratamento ambulatorial. É que a prefeitura mantém convênios com hospitais de Curitiba, permitindo que os professores ofereçam acompanhamento escolar para a criança durante o período em que ela não pode freqüentar a escola.

A hospitalização escolarizada garante que, depois de deixar o hospital, a criança tenha condições de acompanhar os colegas sem defasagem nos conteúdos. "Para isso, o trabalho no hospital segue o mesmo currículo da escola de origem da criança", explica a gerente pedagógica da Secretaria Municipal da Educação, Maria Leonor Nunez.

No Pequeno Príncipe, por exemplo, trabalham sete professoras, quatro delas mantidas pela prefeitura de Curitiba. "O acompanhamento escolar é uma forma de oferecer normalidade para as crianças que são subtraídas do seu cotidiano e colocadas em um espaço estranho, com uma rotina médica que não foi escolhida por ela", diz o coordenador do Setor de Educação e Cultura do Hospital Pequeno Príncipe, Cláudio Teixeira.

A criança não é obrigada a participar do ensino levado pelos professores, mas praticamente todas elas aderem às atividades, que, inclusive ajuda no tratamento.

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