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Brasília - Professores japoneses do ensino fundamental estiveram nesta terça-feira (10) na sede do Ibama, em Brasília/DF, para conhecer o trabalho de cooperação técnica executado pelo instituto com a Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica) e com a Agência Japonesa de Exploração Aeroespacial (Jaxa). O presidente do Ibama, Abelardo Bayma, ao recepcionar os 19 professores, disse que “o governo do Japão é um governo irmão e tem trabalhado muito no Brasil, principalmente nos termos de cooperação internacional”.
Em clima descontraído, mas disciplinado, os professores fizeram perguntas ao diretor de Proteção Ambiental, Luciano Evaristo. Após cantar o hino do Japão (em japonês), o que causou espanto e admiração nos visitantes, o diretor informou que a consciência de defesa da floresta é a grande marca da consciência brasileira. “A sociedade deposita no Ibama suas fichas de proteção ambiental”, disse.
O presidente do Ibama fez uma apresentação geral do trabalho desenvolvido pela autarquia brasileira. “Além da área de proteção e monitoramento ambiental, o instituto também cuida do licenciamento e da qualidade ambiental, e de parte da biodiversidade – fauna, flora, pesca e florestas”, informou. Depois da explanação, os professores seguiram até o Centro de Sensoriamento Remoto, onde foi realizada palestra mostrando como ocorre o monitoramento ambiental. Ao término, os japoneses conheceram a sala de situação, onde é feita a análise das imagens dos satélites.
A professora Ikeda Masayo resume bem o sentimento dos professores. Para ela, de modo geral, ficou como impressão de que o Ibama não apenas faz preservação para o Brasil, mas para o mundo. “Em especial, me sinto orgulhosa nas ações que Japão tem colaborado. Lá, não se conhece o que acontece. Gostaria de difundir essas experiências para meus alunos na escola”, enfatizou.
Os 19 professores japoneses chegaram ao Brasil no dia 31/07 e retornam ao Japão no dia 12/08. Dividiram-se em dois grupos: o da região de Okinawa (sul do país) conheceu projetos de cooperação do Japão em São Paulo/SP, Foz do Iguaçu/PR e Campo Grande/MS; o da região de Chubu (centro do país), além de São Paulo, esteve também no Pará e conheceu projetos em Belém, Iangapi e Tomé-Açu. Ontem (09), os dois grupos encontraram-se novamente em Brasília, onde ficam até a data de retorno.
Para entender O trabalho de monitoramento realizado pelo Ibama utiliza análises de imagens dos satélites Prodes e Deter, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). As imagens são obtidas por equipamento ótico. Isso significa que, nos meses em que há incidência de nuvens sobre a região Amazônica, o monitoramento fica comprometido. Com o acordo firmado entre o Ibama e a Jica no final de 2008, as imagens obtidas pelo satélite japonês Alos na região são hoje utilizadas pelo Brasil. O Alos utiliza tecnologia de radar, o que permite “enxergar” através das nuvens que cobrem a floresta tropical.
(Envolverde/Ibama)
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