18/04/2004

Professores param em 23 Estados em defesa da educação pública


Os professores e trabalhadores em educação paralisaram, ontem, suas atividades em mais de 20 Estados, durante as manifestações do Dia Nacional em Defesa da Educação Pública. O Distrito Federal e os Estados de Goiás, Mato Grosso e Piauí foram os únicos que não aderiram totalmente ao protesto.

De acordo com o secretário-geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), professor Roberto Leão, o principal objetivo é a valorização do magistério e dos trabalhadores em educação. 'Nós tivemos atividades em todo o Brasil. Em alguns lugares houve bastante adesão como Alagoas, Ceará e Minas Gerais; já em outros, conseguimos mobilizar parcialmente as redes de ensino dos estados', explicou.

Segundo o secretário, o ponto alto das manifestações foi o encontro organizado pelos sindicatos no Rio Grande do Sul, que reuniu mais de 15 mil pessoas em Porto Alegre. As atividades fazem parte da 5ª Semana Nacional em Defesa e Promoção da Educação Pública que pede, entre outras reivindicações, a instituição de um piso salarial único para professores em todo o país.

'Desde a época do presidente Itamar Franco estamos discutindo um piso. Não temos nada definido ainda, mas estudamos a implantação de um piso de R$ 900 a R$ 1.300 para os educadores', afirmou.

O professor informou que, como parte do protesto, os educadores irão distribuir hoje(16) uma pesquisa à comunidade, que servirá de base para a elaboração do diagnóstico da exclusão escolar. 'Queremos fazer esse diagnóstico em conjunto com a Campanha Nacional em Defesa da Educação para traçar um perfil da comunidade escolar brasileira', disse.

Atualmente, a CNTE possui 850 mil associados, representando mais de 2,5 milhões de professores e trabalhadores da educação.

(Agência Brasil)

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