Professores peruanos em greve de fome
Adital - A greve dos docentes das universidades do Peru já chega a quase 60 dias. Os catedráticos reivindicam o cumprimento de uma lei de 1983 que equipara seus salários com os dos magistrados do Poder Judicial e agora têm o apoio dos reitores.
As possibilidades de uma solução para conflito parecem se distanciar cada vez mais. Os docentes recusaram uma proposta de incremento dos salários feita pelo governo na quinta-feira passada, que qualificaram de insuficiente e de brincadeira. Enquanto não se chega a uma solução, um grupo de quase vinte professores cumpre 11 dias em greve de fome.
Esta semana, os docentes ganharam o apoio dos reitores das universidades. Em uma entrevista à imprensa peruana, o presidente da Assembléia Nacional de Reitores, Iván Rodríguez disse: "o Estado têm que compreender que para contar com uma educação de qualidade o professor necessita ganhar bem, é algo que atinge a todo o país".
Na próxima sexta-feira (2), se não for encontrada nenhuma solução com as autoridades, os docentes analisarão em uma assembléia ações de luta a favor de suas reivindicações.