Programa quer atrair 30% a mais de estudantes no ensino superior
Aumentar em 30% o número de alunos na rede de ensino superior do País. Esta é a meta do “Universidade Aberta”, projeto do MEC que será apresentado pelo Secretário de Educação a Distância (EaD), Ronaldo Mota, com exclusividade, hoje, às 11h, durante o Seminário Nacional Abed de Ensino a Distância, na Universidade Anhembi Morumbi, em São Paulo.
O enfoque principal do projeto é a democratização da educação para a população brasileira por meio do ensino a distância, já que é inviável a construção de prédios para abrigar tantas pessoas em tão pouco tempo.
Na Inglaterra e na Índia, por exemplo, o projeto é aplicado com sucesso com, respectivamente, cerca de 200 mil e 1,5 milhão de alunos nesta modalidade. No Brasil, a “Universidade Aberta” pretende mudar a realidade educacional,e trazer ao ensino superior pessoas que não teriam mais chances de realizá-lo.
No início, o programa pretende atender dezenas de milhares de novos alunos, porém, pela facilitação de acesso que a educação a distância permite, esse número deverá crescer rapidamente para incluir centenas de milhares e, após 10 anos, até um milhão de pessoas.
No Brasil, apenas 9% da população entre 18 e 24 anos têm acesso ao ensino superior, o que representa cerca de 3,8 milhões de pessoas. Paralelamente, Argentina e Chile têm 30%, Reino Unido, 40%, Estados Unidos, 50% e Canadá tem 60% de jovens nesta faixa etária no ensino superior. Para que o Brasil consiga atingir a meta estabelecida pelo MEC em dois anos, o país tem de aumentar o número de alunos que cursam instituições de nível superior.
conteúdo do programa será disponibilizado por televisão em circuito aberto, acompanhado de material impresso (exatamente como no caso de Telecurso 2000), para 95% dos brasileiros que têm TV em casa, e também por internet para os que possuem acesso a essa tecnologia.