Projeto da USP facilita a educação musical de crianças
O Laboratório de Sistemas Integráveis (LSI) da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), criou o projeto Edumusical, um ambiente virtual em computador que facilita a educação musical.
A principal característica do projeto é a composição de músicas sem precisar nem ao menos saber a notação musical de partituras. "É realmente possível aprender a compor antes de saber tocar", afirma a coordenadora do projeto, Roseli de Deus Lopes.
O Laboratório produziu programas em site e CD, sempre buscando um formato lúdico, com brincadeiras e gráficos. Segundo Oswaldo Bassani Neto, aluno de engenharia da Faculdade e membro da equipe de desenvolvimento do Edumusical, o objetivo do projeto é desenvolver desde cedo o potencial artístico das crianças, alvo principal do projeto. "É tão simples utilizar os programas que até mesmo alguém não alfabetizado poderia aproveitar boa parte deles, pois é tudo bem intuitivo", explica.
O projeto reúne uma equipe interdisciplinar, com cerca de 15 pessoas, entre profissionais e estagiários da área de engenharia, mas também computação, arquitetura, jornalismo, cinema e música.
Na composição, o aluno utiliza escalas das notas na vertical e de tempo na horizontal, "pintando" quadrinhos da tabela. Isso já existe, com certas variações, em editores de música eletrônica e jogos. Mas, segundo Roseli, esses recursos não são voltados para a aprendizagem de iniciantes. "Não há muito disso em português, e nada acessível às escolas." A inovação principal estaria nos diferentes módulos do programa: composição individual, composição colaborativa, desafio individual e desafio colaborativo.
Nos módulos colaborativos, o aluno pode trocar idéias e compor uma música em parceria com seus colegas em rede, cada um compondo para um instrumento, por exemplo. É possível até usar recursos de bate-papo.
Uma das idéias do Edumusical é provar que um computador na escola melhora a criatividade, já que o aluno tem a possibilidade de criar sem executar apenas repetições. "Essa é a nova abordagem da educação. Poderíamos até ensinar outra coisa, mas música é algo bastante chamativo, e não faz mais parte da grade curricular das escolas", explica a professora. (Agência USP)