Projeto de inclusão digital da Fundação Telefônica estimula intercâmbio entre adolescentes de sete países
As Fundações Telefônica de sete países – Brasil, Argentina, Chile, Espanha, Marrocos, México e Peru – lançam, nesta semana, o Projeto FuTuRo, um presente da unidade da Telefônica na Espanha, que destinou a verba que gastaria com seus brindes de final de ano à Fundação Telefônica para ser utilizada em ações sociais.
Trata-se de um programa educativo sobre saúde e hábitos saudáveis que irá atingir adolescentes em situação de risco, com idade entre 11 e 16 anos, de 14 instituições sociais (duas em cada país).
No Brasil, as instituições beneficiadas são a Sociedade Santos Mártires, do Jardim Ângela, na capital, e o Projeto Camará, de São Vicente, litoral de São Paulo. As duas instituições são reconhecidas pelos projetos de promoção dos direitos de jovens e adolescentes em situação de vulnerabilidade pessoal e social e aderiram ao Projeto FuTuRo a partir de convite da Fundação Telefônica. Na primeira delas, 60 meninos e meninas estão inscritos em seis diferentes turmas.
O projeto vai usar as novas tecnologias como instrumentos geradores de conhecimento e de intercâmbio. As sedes dessas instituições foram equipadas previamente com uma estrutura de dez computadores, impressoras e acesso à Internet via banda larga. Dessa forma, cada educador poderá trabalhar com turmas de até 20 alunos (podem ser formadas várias turmas, dependendo da demanda) e estimular o debate sobre os assuntos propostos.
São oito os temas principais a serem desenvolvidos: “O crescimento”, “A identidade”, “Hábitos saudáveis”, “Dependência das drogas”, “Sexualidade”, “DST, HIV”, “Recursos de assistência sanitária” e “A saúde no Centro Educativo”. Entre os sub-temas, serão trabalhadas questões como alterações emocionais durante a puberdade, a percepção do outro, prevenção da discriminação, auto-estima, higiene dos alimentos e nutrição, conceitos sobre drogas e sexualidade na mulher e no homem, entre outros assuntos.
A iniciativa nasceu da percepção da necessidade de construir com os jovens esses conceitos, já que, na realidade em que estão inseridos, eles nem sempre têm a oportunidade de conhecer e discutir tais temas com mais profundidade. Os jovens serão os protagonistas deste processo: serão eles a decidir quais dos temas propostos em cada sessão será abordado com mais intensidade e de que forma. Cada instituição seguirá um ritmo próprio, a partir dos questionamentos e das dinâmicas dos participantes.
Além de disseminar esse conteúdo específico, o Projeto FuTuRo promove a inclusão digital - muitos desses jovens nunca tiveram acesso a esses equipamentos - e o intercâmbio de informações e experiências entre educadores e adolescentes de países diversos.
Interessados em conhecer detalhes do programa podem acessar o link www.risolidaria.org.br.