07/05/2004

Projeto Universidade da Floresta é apresentado ao Ministro da Educação


O Ministro da Educação, Tarso Genro, visitou na tarde de ontem (05), junto a uma comissão de políticos e professores do estado do Acre, o projeto da Universidade da Floresta, que prevê a criação de uma universidade federal na cidade acreana de Cruzeiro do Sul.

O projeto é baseado em pesquisas já desenvolvidas na região por várias instituições de ensino e pesquisa do País, e conta com o apoio dos ministérios do Meio Ambiente e da Ciência e Tecnologia.

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, estava presente à reunião e afirmou que “dentro da nossa estratégia de expandir o desenvolvimento sustentável da Amazônia, visando implantar uma tecnologia avançada, a inclusão social e, ao mesmo tempo, a ocupação territorial da região, uma iniciativa como esta é perfeita”. A ministra destacou, ainda, que, “a partir de uma educação de qualidade, gera-se uma comunidade qualificada e apta a obter mecanismos capazes de processar a matéria-prima local”.

A Universidade da Floresta está prevista para ser instalada na cidade de Cruzeiro do Sul, com núcleos de pesquisa em outras cidades do estado do Acre. Foram apresentados ao ministro Tarso Genro vários aspectos do projeto, com o detalhamento do contexto geográfico da região e as origens da proposta, que faz parte do plano de desenvolvimento sustentável do governo estadual e é apoiada por instituições como a Universidade Federal do Acre (Ufac), a Universidade de Brasília (UnB), a Universidade de São Paulo (USP), a Universidade de Campinas (Unicamp), a Universidade Federal de Viçosa (UFV) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

O ministro Tarso Genro disse que o projeto da Universidade da Floresta é “extremamente inteligente e de grande senso histórico, pela importância daquela região, e tem a capacidade de constituir uma nova centralidade político-estratégica para o nosso País”. Genro afirmou, também, que “aquilo que depender do MEC, não vai faltar. Nós vamos dar todo o apoio, apesar da complexidade institucional do projeto”. O ministro comprometeu-se a apresentar, em no máximo dez dias, um diagnóstico técnico do Ministério para dar suporte à proposta. (MEC)

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