PUC de São Paulo volta a liberar fotocópias de livros para alunos
A briga recomeçou. Ela é travada há anos entre as universidades e faculdades e a Associação Brasileira de Direitos Reprográficos (ABDR). Mas a entidade sofreu um golpe na última semana. A PUC-SP decidiu liberar aos seus estudantes o uso das fotocópias, uma prática que conseguiu segurar por cerca de nove meses.
Com a medida, tomada por seu conselho universitário, os alunos agora podem reproduzir pequenos trechos de livros, teses, dissertações e de publicações científicas. Para Enoch Bruder, presidente da ABDR, a PUCSP errou ao permitir a volta ao xerox, pois é difícil definir o que é “um pequeno trecho” de uma obra.
Para ele uma ou mais páginas podem conter toda a essência do livro e, desta forma, não pode estar sendo fotocopiado. Segundo Bruder se a prática persistir não haverá quem se interesse em publicar livros no Brasil. “Os estudantes terão que procurar obras em outras línguas”.
A associação acredita que tenha perdido aproximadamente R$ 400 milhões com as fotocópias só no ano passado. Ela estuda ingressar na justiça, mas antes quer um acordo com as instituições de ensino superior.