09/07/2004

Reitores discutem estratégias de cooperação universitária

Ontem (7), durante o primeiro dia do 2º Congresso Euro-latinoamericano de Universidades, que acontece na Universidade Federal de Minas Geriais (UFMG), os participantes discutiram o tema Fundamentos e estratégias da cooperação universitária.

A segunda mesa-redonda do dia teve como debatedor e moderador o professor Jorge González, da Universidade Nacional de Córdoba, da Argentina. Compunham o debate os professores Alessandro Finazzi, da Università degli Studi di Roma Torvergata (Itália), Josafá Carlos Siqueira (PUC/RJ), José Barata, da Universidade de Lisboa e Pedro Pablo Rosso, da Ponticia Universid Católica de Chile.

O primeiro a se pronunciar foi o professor Alessandro Finazzi, que lembrou os benefícios da cooperação internacional e do intercâmbio de alunos entre universidades. Uma de suas propostas é a de pressionar o governo e as instituições com o intuito de fortalecer os programas de mobilidade de docentes e estudantes.

Assim como entre os brasileiros, os italianos têm de se empenhar em discutir reformas nas universidades locais, como forma de homogeneizar o ensino. Segundo Alessando Finazzi, o ensino superior vive uma fase de experiência, na qual foram feitas modificações curriculares e estruturais.

O segundo depoimento foi do professor Josafá Siqueira, representante da PUC/RJ, que trouxe para o debate o tema Cooperação e interdisciplinaridade. Segundo ele, a própria procura pela interdisciplinaridade nas instituições de ensino superior fortalece a cooperação internacional, pois desperta o interesse dos estudantes estrangeiros. "A cooperação alimenta a interdiciplinaridade e vice-versa", afirmou Josafá Siqueira.

Outro aspecto levantado pelo professor é o de que o intercâmbio de alunos favorece a queda de barreiras geográficas e liberta os "saberes fechados", restritos ao departamento de origem. "Cada novo aluno estrangeiro entra em contato com uma cultura de valores diferentes da de seu país de origem e gera muitos questionamentos. Além disso, desmonstram grande preocupação com os problemas sociais e humanísticos", completou.

Por fim, Pedro Pablo Possos apresentou a experiência da Pontifícia Universidad Católica do Chile e os desafios enfrentados pelos países em desenvolvimento. Para ele, as universidades tornaram-se elementos estratégicos para a "sociedade do conhecimento", em que o principal produto em questão, como o próprio nome diz, é o conhecimento, capaz de gerar riquezas e transformar os países fornecedores de matéria-prima em exportadores de produtos com alto valor agregado.

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