24/02/2005

SBPC defende marco regulatório para o ensino privado

A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) defendeu na última segunda-feira (21), em São Paulo, a criação de um marco regulatório para o ensino superior privado, como propõe o anteprojeto elaborado pelo Ministério da Educação.

O presidente da SBPC, Enio Candotti, saiu em defesa do debate sobre a reforma universitária. “A urgência é grande e estamos todos torcendo pra que dê certo”, afirmou Candotti ao final de encontro que reuniu representantes das entidades científicas associadas para aprofundar a discussão sobre o anteprojeto da lei da educação superior, a reforma universitária.

De acordo com Candotti, questões como autonomia financeira, valorização da pesquisa científica e função social da universidade ainda merecem revisão, na proposta do MEC. “A ênfase dada à função social poderia ser reduzida no texto, não porque não tem importância, mas porque pode dar a impressão de que as áreas que não têm função social específica não seriam bem-vindas na universidade”, afirmou. “Astrofísica, astronomia e matemática abstrata, por exemplo, não têm uma clara aplicação.”

Outro ponto debatido é o papel da universidade em relação à implementação de políticas públicas. A SBPC acredita que as instituições de ensino superior não têm a obrigação de atender demandas regionais.

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