Seminário discute tecnologias de informação e comunicação
Utilização de Tecnologias de Informação e Comunicação na Alfabetização de Jovens e Adultos é o tema que a professora Maria Luiza Angelim vai apresentar dia 10 próximo, às 14h, no auditório do Sesi, no Setor Bancário Norte, Quadra 1, bloco C, Edifício Roberto Simonsen, em Brasília. A palestra faz parte do Seminário Internacional de Jovens e Adultos: Experiências Ibero-Americanas, promovido pelo MEC e a Organização dos Estados Ibero Americanos (OEI).
Professora da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (UnB), Maria Luiza lembra que a própria escrita é uma tecnologia. Contudo, hoje, não se trata mais de sair da oralidade para a escrita, como foi no percurso da humanidade. "A pessoa agora é alfabetizada com sua cultura oral primária, permeada pela escrita, pelo audiovisual e pela multimídia virtual", explica.
Na opinião da professora, o alfabetizando precisa ter a capacidade crítica de ler no papel e outras linguagens. "Não se trata de pegar um camponês, que tinha em casa, como escrita, apenas a caixa de fósforo", exemplifica.
Maria Luiza faz parte do grupo de pesquisa Lattees, da UnB, que trabalha com aprendizagem, tecnologia e educação a distância. Ela levará parte da experiência com o Lattees para o debate no Seminário do MEC/OEI. A professora de 60 anos, baiana de Salvador, é doutoranda em Ciências da Educação e Formação de Adultos pela Universidade Aberta de Portugal. Sua base de influência é o educador brasileiro Paulo Freire.