Seminário Nacional de Educação a Distância discute a reforma universitária
A inclusão das políticas de Educação a Distância no corpo da Reforma Universitária pautou as discussões do Seminário Nacional de Educação a Distância (EAD) no Ensino Superior, evento que encerrou suas atividades nesta terça-feira (22), no Campus da PUC do Rio Grande do Sul. Temas como Legislação, avaliação, infra-estutura, tecnologia, políticas de inclusão digital, favorecimento às pessoas com desabilidades físicas e qualidade no ensino superior também estiveram em discussão.
O evento teve caráter de uma audiência pública e contou com cerca de 300 participantes entre dirigentes de instituições de ensino superior e sociedade em geral. As conclusões serão acrescentadas às avaliações do Grupo de Trabalho de Educação a Distância para a Educação Superior (GTEADES) e enviadas ao governo federal. Entre elas destaca-se uma moção que será entregue ao Ministro da Educação, Tarso Genro, pelos integrantes do GTEADES. O documento sugerirá que as políticas de Educação a Distância sejam incluídas no corpo da Reforma Universitária, que norteará as políticas do MEC pelos próximos dez anos e está recebendo contribuições da sociedade até 30 de março.
O evento teve êxitos em questões políticas e de caráter democrático, destacou a professora da PUCRS Virtual Beatriz Franciosi, membro do GTEADES e uma das coordenadoras do Seminário. “Buscamos ensino superior de qualidade em instituições públicas ou privadas, com cursos presenciais ou a distância, é isso que queremos”, declarou. Os cursos de Educação a Distância são uma boa opção para o país, afirmou. Porém, para qualificá-los é necessário que se invista em estudo e espaços de diálogo permanentemente abertos.
O governo federal receberá do GTEADES sugestões relacionadas a legislação, que deverá definir a forma de avaliação das instituições que oferecem cursos a distância pelo MEC.
Na última segunda-feira (21), durante o Seminário Nacional de Educação a Distância, foi anunciada por representante do MEC a inclusão no projeto de reforma universitária de um capítulo específico sobre Educação à Distância, priorizando duas diretrizes: a regulação dos cursos já existentes e o incentivo para que passem a ser ofertados nas universidades públicas.