16/09/2005

Servidores da UnB entram em greve

Por André Augusto Castro

Reunidos em assembléia geral na manhã de terça-feira (13), os servidores da Universidade de Brasília (UnB) decidiram entrar em greve e, assim, juntarem-se à paralisação nacional que já atinge 38 instituições federais de ensino superior (Ifes). A reunião que decidiu pela greve teve quorum de mais de 215 servidores, de acordo com a última contagem feita no caderno de freqüência. A decisão foi postergada em duas reuniões consecutivas porque o Ministério da Educação (MEC), que negocia com os servidores, havia sinalizado que estava disposto a atender algumas reivindicações.

O MEC chegou a pedir ao comando nacional de greve da Federação de Sindicatos de Trabalhadores das Universidades Brasileiras (Fasubra) – representante da categoria – que a paralisação fosse suspensa em nível nacional. Isso porque alega que já atendeu algumas das reivindicações da categoria, como a disponibilidade de R$ 420 milhões para mudança de 3% para 3,6% no step (diferencial em cada nível da carreira), de R$ 100 milhões para a incorporação de vencimentos básicos complementares (VBC), que dizem respeito ao pessoal de nível superior; e de outros R$ 327 milhões para enquadramento por titulação, capacitação e qualificação. A garantia de recursos para esse último caso é, por sinal, a principal exigência dos grevistas, já que possibilitaria a implementação da segunda etapa do plano de carreira.

Na última assembléia realizada na UnB, os servidores decidiram esperar o quadro nacional se definir para tomarem uma posição. Àquela altura, no dia 8 de setembro, cinco instituições haviam suspendido a greve. Mas o quadro nacional teve uma reviravolta e o número de instituições paralisadas subiu de 36 para 38.

CATEGORIAS UNIDAS – Com a deflagração da greve na UnB, 39ª instituição a parar, os servidores reforçam a paralisação dos professores, que suspenderam suas atividades no dia 6 de setembro. Para um dos coordenadores do Sindicato dos Servidores Técnico-administrativos da UnB (Sintfub), Luiz Carlos de Souza, a diferença principal entre o movimento realizado em 2004 e o de 2005 é que, dessa vez, dois dos principais segmentos do ensino superior estão com atividades paradas na UnB. “Em 2004, estávamos sozinhos e agora existe a possibilidade de desenvolvermos atividades conjuntas”, explica Souza.

Com a decisão de entrar na paralisação, o próximo passo dos servidores da UnB é montar o comando local de greve. A comissão que fará parte do comando nacional foi eleita na própria assembléia e será composta por quatro integrantes da direção do Sintfub. De acordo com o Anuário Estatístico 2004, a universidade conta com 2.278 servidores técnico-administrativos.

Assine

Assine gratuitamente nossa revista e receba por email as novidades semanais.

×
Assine

Está com alguma dúvida? Quer fazer alguma sugestão para nós? Então, fale conosco pelo formulário abaixo.

×