Tese de doutorado rende prêmio internacional na área da fotoquímica
A aluna de pós-graduação Sahori Barbosa Yamaki acaba de conquistar um importante prêmio internacional na área da fotoquímica. Ela foi a vencedora do Prêmio Giuseppe Cilento, concedido anualmente pela Inter-American Photochemical Society (I-APS) a jovens pesquisadores da América Latina.
Sahori concorreu com um estudo desenvolvido para a sua tese de doutorado, defendida em abril de 2002 na Unicamp, intitulado “Espectroscopia de Fluorescência de sondas e marcadores aplicada a processos de relaxações em polietileno, Poli (Acetato de Vinila) e copolímeros de etilenoco-co-acetato de vinila”. A orientadora do trabalho foi a professora Teresa Dib Zambon Atvars, do Instituto de Química (IQ). Considerado o criador da escola brasileira de fotobioquímica, o italiano Giuseppe Cilento, que empresta nome à láurea, coordenou a implantação do IQ da Unicamp, a convite do fundador da Universidade, Zeferino Vaz.
O trabalho desenvolvido por Sahori faz parte de uma linha de pesquisa que investiga as propriedades fotoquímicas e fotofísicas de materiais poliméricos. Para entender melhor o que isso significa, tome-se como exemplo um plástico colorido. Com o passar do tempo, ele acaba desbotando. Os especialistas do IQ procuram entender, por meio de uma série de modelos e ensaios, como ocorre esse processo. E, a partir disso, tentam controlá-lo, de modo a prolongar a durabilidade das cores e a qualidade do plástico.
“São pesquisas básicas, mas que podem proporcionar ganhos importantes. Ao prolongarmos a durabilidades das cores e do material e entendermos como as reações fotoquímicas ocorrem, nós temos condições de reduzir, conseqüentemente, a quantidade dos corantes que são usados. Isso pode implicar tanto na queda dos custos de produção quanto na preservação do meio ambiente”, exemplifica a professora Teresa Atvars.
Não por acaso, continua a docente do IQ, os países desenvolvidos têm investido cada vez mais recursos em pesquisas na área de materiais poliméricos coloridos e luminescentes. A União Européia destinou, em 2003, US$ 1 bilhão para essa finalidade. O interesse é justificável: somente o mercado norte-americano de produtos fabricados a partir de polímeros luminescentes movimenta algo como US$ 2 bilhões por ano.