Timor-Leste tem interesse na educação profissional brasileira
O ministro da Educação, Cultura, Juventude e Desporto do Timor Leste, Armindo Maia, visitou na última segunda-feira (25), a Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) do Ministério da Educação.
Recém-saído das lutas pela independência da colonização portuguesa e de invasões dos vizinhos indonésios, que vitimaram dois terços da população, o país passa por um processo de reestruturação física, social e política.
Segundo o ministro, 90% das escolas do país foram destruídas na guerra. O sistema educacional, em conseqüência, foi desmontado. Maia revelou que metade da população timorense é analfabeta e que 25% das crianças não têm acesso ao ensino primário.
O Timor Leste tem apenas uma escola de formação profissional, do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) do Brasil, dois centros de missões católicas e algumas escolas comerciais. Essas instituições oferecem cursos profissionalizantes nas áreas de construção civil, costura, eletricidade, marcenaria, mecânica de automóveis, panificação e refrigeração.
O secretário do Setec, Antonio Ibañez Ruiz, sugeriu ao ministro timorense uma parceria trilateral - o Brasil entraria com apoio técnico e um terceiro país com a montagem de laboratórios e equipamentos. Além disso, convidou técnicos daquele país a vir ao Brasil conhecer de perto as atividades de capacitação profissional. (MEC)