UFSC tem reator de plasma inovador
O Laboratório de Materiais da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) está aplicando a tecnologia de plasma de forma pioneira no mundo: professores e pós-graduandos desenvolveram, há pouco mais de um mês, um equipamento capaz de extrair ligantes de materiais injetados de forma mais rápida e menos poluente do que a utilizada atualmente.
Os ligantes são substâncias utilizadas para dar forma às peças, mas que devem ser removidos antes do processo de consolidação, que ocorre em temperaturas de 110 a 1300 °C. “Substâncias como ceras e parafinas são usadas com a finalidade de moldar a peça. Elas deixam o material com um volume muito maior, que só será diminuído após a extração seguida do processamento em alta temperatura”, explica o professor e coordenador do LabMat, Aloísio Nelmo Klein.
A tecnologia utilizada pela indústria atualmente é a extração térmica. As peças são levadas a um forno e os ligantes são degradados. Esse processo é poluente e lento, além de implicar em um grande custo.
O reator de plasma do LabMat é inovador pois, diferente de outros métodos, não produz resíduos sólidos e líquidos. O processo ocorre a partir da colisão de elétrons com alta energia cinética nos polímeros-que formam o ligante. A partir daí, ceras, parafinas e outros ligantes orgânicos são transformados em moléculas gasosas, fazendo com que peças de relógio, braquetes de aparelho e reguladores de posição de assento de automóvel, por exemplo, cheguem a sua forma final.
De acordo com Klein as vantagens do reator de plasma são inúmeras, entre elas, a redução de tempo no processo. Em fornos comuns, os ligantes demoram cerca de 48 horas para serem eliminados.