Unicamp prepara vai ampliar patentes em 2004
A Agência de Inovação da Unicamp (Inovacamp) deu início a uma série de ações para incrementar o licenciamento de patentes registradas pela Universidade. A meta é obter, a partir de 2004, pelo menos dez licenciamentos novos por ano, o que representa um significativo salto para os padrões brasileiros. O plano de ação inclui uma seleção das patentes já depositadas, prospecção de mercado para identificar clientes potencialmente interessados em licenciar os inventos, e a formulação de uma política de propriedade intelectual específica da Unicamp, o que também é inédito entre as universidades brasileiras.
“Há muita coisa a ser feita nesse campo”, diz a diretora de propriedade intelectual da Inovacamp, Rosana Ceron Di Giorgio. Apesar do número de patentes requeridas estar aumentando a cada ano (pulou de 23 em 2001 para 58 em 2002, devendo fechar 2003 com 56), o índice de licenciamentos ainda é pequeno. Das 300 patentes registradas pela universidade desde 1990, apenas uma parcela foi licenciada. “Queremos mudar esse quadro incrementando o processo de licenciamento”, explica.
Na década de 90, as universidades brasileiras depositaram 355 pedidos de patentes no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). A Unicamp foi a que teve mais registros, 125. Em seguida, aparecem a Universidade de São Paulo (USP), com 76 depósitos; Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com 39; Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), 31; e Universidade Estadual Paulista (Unesp), 13 pedidos. Estas cinco universidades detêm 80% do total de pedidos de patentes oriundas das universidades, de acordo com levantamento de dados e análises organizados pelo INPI.