Universidade XXI: Brasil está entre os 20 em pesquisa do mundo
A experiência universitária no Brasil é recente, inclusive quando comparada a dos vizinhos latino-americanos. As mais antigas universidades brasileiras não completaram um século. Há 40 anos, nossas universidades dedicavam-se quase exclusivamente a atividades de ensino. Hoje, não apenas realizam ensino e pesquisa como promovem extensão, chegando às comunidades locais. Há quatro décadas, a presença brasileira no cenário científico internacional era quase insignificante. Hoje, o país integra o grupo dos 20 mais importantes do mundo nesse terreno. No início dos anos 60, o Brasil tinha menos de 100 mil estudantes universitários. No início do século 21, tem mais de 3,5 milhões. Apesar desse crescimento, apenas 9% dos brasileiros com idade entre 18 e 24 anos frequentam um curso superior (em alguns países esta taxa passa dos 50%).
O Brasil tem hoje meio milhão de vagas ociosas na rede privada. Enquanto isso, aumenta a procura pelo ensino público que, a cada ano, vê crescer o número de inscritos nos seus vestibulares.
As considerações forma feitas durante o seminário Universidade XXI, pela presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), Wrana Panizzi. Segundo ela, "A universidade pública brasileira precisa de um projeto, de metas, de ações que considerem o seu papel e a sua expansão como elementos estratégicos de uma proposta de nação".O Seminário Internacional Universidade XXI, que aconteceu esta semana em Brasília, teve cerca de 1.200 inscritos. No encerramento do evento, foi divulgado o documento 'Compromisso de Brasília', com sugestões de um novo modelo universitário e críticas à mercantilização do ensino.