Universitários realizam ações sociais durante o trote
Ao entrar na faculdade os universitários passam pelo famoso ritual dos trotes com direito a pedágio (arrecadação de dinheiro para os veteranos), pinturas e muitas vezes “brincadeiras” que se transformam em violência. Como alternativa para esses trotes violentos, a Aliança Brasil Universitário, formada pela Fundação EDUCAR DPaschoal, UniEthos e Faça Parte, realiza o Trote da Cidadania, no qual calouros de diversas universidades do Brasil todo participaram de atividades sociais em comunidades carentes.
Estimulados pela idéia de não parar por aí, os estudantes buscam continuar as atividades realizadas no Trote durante o ano. Para Érico Massoli Ticianel, que entrou em Administração na Universidade Federal do Paraná, o Trote da Cidadania apresenta uma visão diferente do trote em si. “Nós realizamos várias atividades com a comunidade, tentando encontrar alternativas para as pessoas que precisam e, dessa forma, enxergar a realidade do país em que vivemos. Com certeza pretendemos continuar com esse trabalho durante o ano”, diz.
O aluno da Engenharia Química da Unicamp, Guilherme Ribeiro do Valle Nogueira, disse que o trote cidadão foi muito importante para conscientizar as pessoas quanto às questões sociais. “Acabamos conhecendo muita gente e aprendendo muito também. Não estamos aqui apenas para estudar, temos que ir além e cuidar da parte social”, afirma.
Durante os meses de janeiro e fevereiro, foram realizadas diversas oficinas de capacitação em todo o Brasil. O objetivo foi estimular os jovens sobre a importância de realizar uma ação responsável durante o trote. Foram oferecidos material de apoio e os alunos aprenderam como elaborar um projeto social.
A partir de agora, a Aliança Brasil Universitário estimulará os universitários a participarem de outros projetos realizando encontros locais para a troca de experiências. Os interessados podem cadastrar-se no site www.trotedacidadania.com.br, para receber informações sobre essas ações de continuidade.